Começou na Rádio Difusora (Mossoró) em 1968. Depois trabalhou nas seguintes emissoras: Rural (Mossoró), Libertadores (Mossoró), Tapuyo (Mossoró) e TV Universitária. Está na Rádio Cabugi (Globo Natal) desde 1996. Hoje, é comentarista esportivo.
Para sonhar e fazer contas, para sofrer a expectativa de novas aventuras e torcer fervorosamente pelo clube do coração. Nessa reta final de competição vale tudo, até fazer promessas. Em qualquer série do campeonato brasileiro,o sofrimento é o mesmo.
Quem está em cima da tabela torce para continuar; quem pena nas últimas colocação faz um esforço danado para subir. Quem está no topo não quer descer; quem ainda não subir luta para se livrar o pesado fardo.
No nosso caso, o torcedor sofre apenas no bloco intermediário - nem a série A e nem a série C. Tudo se resumo as últimas rodadas da série B, onde a dupla ABC e América não tendo mais chances de subir, brigam para continuar onde estão. Um briga boa, com lances favoráveis ou não. Momentos de lucidez e outros de desacertos e incertezas.
O campeonato por pontos corridos apresenta essa magia. Vibração ou tristeza, alegria ou choro, até o final de tudo. E a esperança é sempre a última que morre.
Então, que venha mais um final de semana trazendo apenas alegria e certeza. A torcida potiguar espera um final feliz.
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Na eleição da próxima segunda-feira da Liga Desportiva Mossoroense. Com a Assembléia Geral ds Clubes já convocada, a eleição pode ser decidida por alguém estranho ao processo. Sim, senhor. É que em caso de empate entre dois ou mais concorrentes, a definição será dada pelo presidente da mesa apuradora de votos.
Acontece, que o presidente escolhido para assumir o cargo, é simplesmente diretor jurídico da entidade e membro da atual diretoria., não sendo parte integrante dessa assembléia. Resultado, como integrante da atual administração e onde o presidente tenta a releição, claro está que o mesmo joga pelo empate.
E quem deveria presidir o pleito? Ou o participante da assembléia com direito a voto mais velho ou se deveria formular um convite ao Ministério Público para atuar na eleição. No mínimo seria mais ético.
Jogar pelo empate, com o juiz declaradamente a favor, no minimo, é dose para jabutí, como diria o jornalista Emery Costa.
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Quanto sufoco! Quanta agonia que a torcida alvinegra viveu durante todo o jogo! Quanto desperdício! Tudo, numa partida em que o ABC teve tudo para consolidar sua permanência na série B e só empatou com o Marília no Maria Lamas Farache.
Primeiro tempo totalmente favorável acabou no 0 x 0 pela incompetênia dos atacantes alvinegros, que abusaram de perder oportunidades. No segundo tempo, num jogo mais equilibrado, o Marilia saiu mais para o ataque, desperdiçou um penalti depois dos 35 minutos, sofreu um gol na cobrança de falta do ala Bosco e encontrou forças ainda para empatar com Fernando.
E mais uma vez, o ABC perde a chance de matematicamente assegurar a sua continuidade na série B no próximo ano. Lamentável. Quando foi melhor não conseguiu a vantagem e quando marcou o gol, não teve forças para manter o resultado a seu favor.
O próximo capítulo será contra a Ponte Preta, também no Frasqueirão. Que venha entáo a confirmação que todos sonham.
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Muitas oportunidades perdidas e só o empate em 0 x 0, contra o Marília no Maria Lamas Farache, no primeiro tempo da partida.
Um jogo que mostrou um desenho tático já esperado, onde o time alvinegro partiu desde o início para a definição, enquanto que o time paulista apostava no contra-ataque e na falha do adversário.
Jean Carioca saiu de campo machucado e o ABC perdeu em qualidade e velocidade na chegada ao gol adversário. Alexandre perdeu a melhor oportunidade no primeiro tempo.
O Marília mesmo jogando em seu campo, mostrou qualidades quando saiu para o ataque. Um adversário perigoso, que tamb[em precisa do resultado.
O ABC deve voltar com mais entusiasmo no segundo tempo. E marcar logo de saída seria muito bom para o nosso representate. Vamos torcer.
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A vitória americana de virada contra o São Caetano. Nicácio e Fábio Neves, foram os grandes heróis. Gols merecidos e que fizeram plena justiça. Dramática vitória, que coloca o representante potiguar numa posição muito boa na classificação. Chega aos 43 pontos e dorme em 15o. lugar.
A primeira vitória americana na competição fora de casa, num momento crucial e decisivo. O time mostrou mais uma vez força e determinação e poderia até ter marcado mais gols. Criou bastante e desperdiçou muito.
Importante mesmo, a vitória de virada e uma folga para respirar mais aliviado. E aconteça o que acontecer, o time rubra termina a rodada com a segurança de não voltar a zona do rebaixamento, afinal de contas, somente o Marília pode ultrapassá-lo na contagem de pontos.
Como o time paulista vai enfrentar o ABC no Maria Lamas Farache, nota-se que a tarefa e extremamente dificil. Portanto, é a hora da torcida rubra torcer pelo grande rival.
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O seu verdadeiro nome até hoje não sei. Bem que poderia ser João, Raimundo ou Manoel, nomes comuns na região da caatinga nordestina.
Todos o conheciam por Ruído, apelido que deve ter se originado da sua cor mestiça, sempre castigada pelo sol causticante. Era Ruído e, pronto!
Saúde tinha pra dá e vender. Um autêntico pulmão de ferro corria sem parar o dia todo, se preciso fosse. Jogava no Cid Esporte Clube, um time do bairro dos Pereiros.
A mesma coisa não podia se dizer da sua intimidade com a bola. Quase sempre, pequena e melancólica, para desespero dos companheiros de equipe.
Ótima saúde, técnica sofrível e inteligência zero à esquerda. Por pouco, costumavam dizer, não nasce “fraco de juízo”.
Pra complicar ainda mais a vida de Ruído, certo dia, antes do início de mais um campeonato, os dirigentes do Cid, numa atitude inovadora para o futebol da cidade, resolveram contratar um profissional, para realizar um teste psicológico com seus jogadores.
A idéia foi recebida com estranheza pela grande maioria dos atletas e o mais preocupado era justamente o Ruído, que chegou a confidenciar “isso é coisa de gente que não tem o que fazer e não conhece de bola”.
- Acho que não vou fazer esse troço, não!
- Besteira, Ruído. O doutor só faz umas duas ou três perguntinhas e, pronto.
Nem a explicação do companheiro Nopa conseguiu acalmar o nosso herói, que mesmo assim, nervosamente, se dirigiu à sala do psicólogo, quando chamado.
- Muito bem, Ruído. Primeira pergunta: você está com cinco laranjas na mão e eu lhe dou mais cinco. Você fica... Com... Com... Com...
E Ruído sem pestanejar: - Fico contente, doutor e agradecido pelo presente.
O exame terminou ali mesmo.
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Até outro dia o energia estava cortada. A grama precisa ser replantada e o estádio agoniza, depois da paralização das obras por determinação do MP. Arrecadação não existe, nenhum tipo de receita. Só contas a pagar.
Mesmo assim, comenta-se que pelo menos quatro concorrentes disputarão a eleição na Liga Desportiva Mossoroense. Como entender?
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Termina com a vitória parcial do São Caetano por 1 x 0. Gol logo no início, que acabou acontecendo numa falha da defesa. Ademir Sopa fez o gol. Ademir Sopa...
Bem que o time rubro tentou. Foi para o ataque, colocou uma bola na trave e desperdiçou algumas boas oportunidades. O São Caetano também criou oportunidades.
O empate teria sido mais justo.
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O América deixou escapar uma boa oportunidade de folgar na tabela. Não saiu do empate no Machadão com o Bragantino e deixou no seio da torcida, uma clima de inquietude e incerteza. Até quando? Para piorar ainda mais a angústia, o Fortaleza venceu no último minuto e agora está a apenas um ponto do time rubro.
Situações parecidas. O América faz dois jogos fora de casa (São Caetano e Barueri) e a mesma coisa acontece com o Fortaleza (Baruerí e Bragantino). Depois, os dois encerram a participação no campeonato jogando em casa: o América recebe o Corinthians e o Fortaleza o time do Brasiliense.
Por fora corre o Criciúma que soma 37 pontos e fará dois jogos em casa (Gama e Santo André) e um em casa (Ponte Preta). Já o Marília que está um ponto acima do América, joga fora de casa contra o ABV e o Bahia e encerra em casa jogando contra o Ceará.
Complicada a coisa para o América, que precisa somar pontos nos dois jogos fora de casa e na despedida, se possível, surpreender o campeão jogando com o apoio da torcida.
Chances de recuperação o América encontrou. Faltou competência e fibra, além da qualidade técnica não convincente de alguns jogadores.
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Esse contra o Marília e que certamente vai consolidar a presença do ABC na série B de 2009. Um jogo, onde a participação da torcida será de suma importância, fundamental. Ninguém deve ficar em casa e o caldeirão do Maria Lamas Farache vai ferver e transbordar.
Mesmo sabendo que ainda terá pela frente o time da Ponte Preta no Frasqueirão, o ABC deve encarar o jogo no final de semana contra o Marília, como a grande oportunidade para definir sua permanência na competição na próxima temporada.
Sem essa de claudicar. A vitória vai apagar tudo e o sorriso que anda escasso deve aflorar no rosto de cada abecedista. Avante alvinegro!
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