Tribuna do Norte
Segundo time dos brasileiros desde que o time canarinho foi eliminado, a seleção de Portugal, comandada por Luiz Felipe Scolari, tenta fazer história hoje, às 16h (de Brasília), no Stadion München, em Munique, onde enfrentará a França pelas semifinais da Copa do Mundo de 2006.
Caso vença essa será a primeira vez que os lusitanos sentirão o gostinho de uma final. Os franceses, por sua vez, foram campeões em 1998. As duas equipes entrarão em campo motivadas pela forma como asseguraram a classificação nas quartas-de-final. Portugal eliminou a Inglaterra nos pênaltis. Já os franceses superaram a Seleção Brasileira.
Luiz Felipe Scolari, técnico do Portugal, conversou com seus jogadores sobre a importância de se acabar com qualquer clima de euforia para o duelo desta quarta-feira. Para ele o importante será os portugueses se comportarem como azarões, diante de um adversário com um histórico mais rico em Mundiais.
“Portugal entrou em campo como segunda força do seu grupo na primeira fase, já que o México foi cabeça-de-chave. Vencemos. Entramos como azarões contra Holanda e Inglaterra e ganhamos. Mesmo assim acho que a França continua sendo a favorita”, disse Luís Felipe Scolari.
O treinador desconversou ao ser perguntado se pensa em armar uma marcação especial sobre Zidane. “O Zidane é um grande jogador e posso adiantar apenas que será muito bem vigiado dentro de campo. Mas isso não garante uma marcação individual. Precisamos lembrar que a França não é só Zidane. O Henry ficou livre contra o Brasil e vimos no que deu. O Ribery é outro craque. Todos precisam de muito cuidado. A marcação terá que ser eficiente em cima de todos e ao longo de todo o tempo”, analisou Felipão.
Na França, o técnico Raymond Domenech evitou surpresas e confirmou a manutenção do time que bateu o Brasil. O treinador acredita que sua equipe não tem motivos para ser modificada. “A essa altura da Copa do Mundo cada time realizou cinco jogos e todos conhecem a forma de jogar do outro. Com isso as variações são muito pequenas e envolvem mais aspectos táticos do que mudanças de nomes. Se confiamos em um grupo até aqui, e estamos classificados, não há motivo para grandes mudanças”, disse Domenech.
Mais uma vez, na véspera de um jogo decisivo, Zidane comentou a sensação de estar próximo de sua aposentadoria. “Espero que esteja no palco da grande final, que seria uma despedida de gala. Mas acredito que já sou um vitorioso por estar nas semifinais em minha última Copa”, disse Zidane.
França teme as “artimanhas”
Os franceses admitiram que estão preocupados com o que chamam de “artimanhas” dos jogadores de Portugal, durante o jogo desta quarta-feira, em Munique, que vale uma vaga na final da Copa do Mundo. “O estilo de jogo de Portugal é assim, eles desestabilizar o time adversário, por isso temos que estar concentrados e ter muito sangue frio para enfrentá-los e superar isso”, disse o zagueiro William Gallas.
Entre essas atitudes estão, segundo os franceses, pressionar o juiz a dar cartões para o adversário e cavar faltas. “Eles costumam se jogar muito”, completou o zagueiro do Chelsea, que no clube tem como companheiro de defesa o português Ricardo Carvalho. Ele confessou não saber se o técnico Luiz Felipe Scolari está por trás disso.
“Não sei se é coisa feita por Scolari, mas o estilo deles é assim”, completou o jogador, durante entrevista coletiva concedida no Allianz Arena, em Munique, logo após do treino de reconhecimento do estádio. Gallas contou que era um “sonho de criança” disputar uma semifinal de Copa do Mundo, mas negou que já esteja satisfeito. “Ainda estamos a um jogo de nosso principal objetivo, que é a final.”
O técnico Raymond Domenech fez coro a seu zagueiro. “Estar na semifinal é um momento excepcional, mas o objetivo é o jogo do dia 9 de julho”, afirmou, em referência à data da decisão, marcada para o Estádio Olímpico de Berlim. E, se sua equipe foi chamada de favorita pelo técnico português, Domenech jogou a bola de volta para o rival. “Acho que é um jogo sem favoritos, mas, se tiver, esse é Portugal, pois Scolari já foi campeão mundial, e eu não”, afirmou.
Zidane e Figo entre pendurados
Ao todo, onze jogadores entrarão em campo pendurados com o cartão amarelo, mas nenhum dos dois países quer falar em precaução. Na seleção de Portugal tem cinco jogadores nesta situação: Ricardo, Figo, Nuno Valente, Ricardo Carvalho e Maniche.
Pelo lado francês, seis são os pendurados: Sagnol, Saha, Ribery, Thuram, Zinedine Zidane e Vieira.
Deco mostra ansiedade
De volta à seleção portuguesa para o jogo semifinal contra a França - depois de ter cumprido suspensão por ter levado cartão vermelho na partida contra a Holanda, pelas oitavas do Mundial - o meia brasileiro naturalizado português Deco disse que esse time pode fazer história. "Estamos a um passo da glória, da final que nunca jogamos". Sobre a partida contra a França, ele espera um grande jogo, um "encontro intenso".
É TETRA! - "Azzurra" vibra com a conquista de mais um título mundial
AGUARDANDO - O jogador Márcio Santos precisou adiar cirurgia no joelho
O ELEITO - Boa atuação no Mundial garantiu contrato de Podolski
SOLITÁRIO - Domenech sempre acreditou no potencial de sua seleção