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Copa 2006 - Chumbo Grosso na Alemanha

Tribuna do Norte


Vinte e quatro anos depois de decidirem o título da Copa do Mundo disputada na Espanha, Alemanha e Itália voltaram a ficar frente a frente para um jogo de vida ou morte no torneio de seleções mais importante do planeta. Mesmo com o apoio da torcida, a Alemanha não conseguiu superar as estatísticas e irá assistir pela televisão a definição do novo campeão mundial. Fábio Grosso, com um golaço aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, e Del Piero, já nos acréscimos, quebraram a invencibilidade alemã em Dortmund e levaram o time da Bota a mais uma decisão.  

Agora, os italianos assistirão de camarote a luta entre Portugal e França, nesta quinta, para saber contra quem tentarão, enfim, comemorar o tetracampeonato mundial dia 9 de julho, em Berlim. Um dia antes, em Sttutgart, a Alemanha faz sua melancólica despedida na luta pelo terceiro lugar do torneio.

A Itália começou o duelo marcando forte e não deixando a Alemanha jogar. Com a defesa bem postada e os volantes em cima de Ballack e Schneider, o time de Marcelo Lippi foi pouco ameaçado e teve em seus pés as melhores oportunidades de abrir o placar no primeiro tempo.

A Alemanha voltou dos vestiários mais ligada na partida e, em menos de cinco minutos, criou duas chances para abrir o placar, primeiro com Kehl, de voleio, e depois com Klose, que recebeu na frente, dividiu a jogada com o goleiro Buffon e perdeu o gol.

Com mais posse de bola, os anfitriões continuaram melhores e criando seguidas chances para marcar, mas a boa presença de Gianluigi Buffon embaixo das traves italianas não permitia a abertura de contagem.

Para ficar na história: Normalmente amarrada e estudada, a prorrogação de Itália e Alemanha foi exceção à regra, pois transbordou de emoção e consagrou o arrojo do técnico Marcelo Lippi. O treinador da Azzurra apostou no ataque Já com Neuville ao seu lado, o polonês esbarrou pela última vez nas mãos de Buffon, e viu seu castelo ruim em seguida.   Grosso, em um lindo chute, abriu o marcador para a Itália aos 13 minutos e, na seqüência, Del Piero, que começou o jogo no banco, deu o golpe de misericórdia no lance final da partida. Itália 2 a 0 e Alemanha fora da disputa.

Boa pontaria fez diferença para Itália

A boa pontaria fez a diferença na vitória de 2 a 0 da Itália - com dois gols no final do segundo tempo da prorrogação - sobre a Alemanha, nesta terça-feira, em Dortmund. Após 180 minutos de partida, italianos e alemães até tiveram um número parecido de finalizações, mas a Itália teve um índice de acerto bem maior.

A Itália ficou mais com a bola no pé. Foram 57% de posse contra 43% dos alemães. Aliás, a falta de qualidade foi o que mais marcou o jogo alemão, que mesmo finalizando 13 vezes contra a meta de Buffon, acertou somente duas. Já a Itália teve 66% de aproveitamento (dez de 15) e foi presenteada com dois gols no final do segundo tempo da prorrogação.

Porém, diferente do que se poderia esperar de uma semifinal entre alemães e italianos, o número de faltas foi baixo e um quase empate entre as duas seleções. A Alemanha cometeu 21 infrações, sendo duas delas advertidas com cartões amarelos. Os italianos fizeram 19 faltas e levaram um cartão.

O meia do Milan, Andrea Pirlo foi eleito o melhor jogador da partida pela Fifa. O atleta foi o principal criador das jogadas de sua equipe e deu a importante assistência para o primeiro gol italiano, do lateral esquerdo Grosso.

O passe, de craque, deixou a defesa alemã confusa e deu tempo suficiente para Grosso olhar a posição do goleiro alemão e tocar com categoria no canto, abrindo o marcador.


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