Tribuna do Norte
Gazeta Press, Dortmund (Alemanha) - A vitória sobre a Alemanha nos últimos minutos parece ter condecorado a ousadia de todo o time italiano e principalmente do treinador Marcello Lippi. Para ele, a Azzurra foi superior durante toda a partida e chegou à vitória com merecimento. “Teria sido injusto se não tivéssemos vencido ou se tivéssemos ido para os pênaltis. Nosso jogo foi superior ao da Alemanha, acertamos a trave e o travessão, dominamos o jogo. Os anfitriões não podem se queixar”, alfinetou Lippi.
Além disso, o técnico aproveitou para destacar a superação e a confiança apresentada pela equipe italiana diante do estádio de Dortmund lotado e a favor do time da casa. “Estamos felicíssimos por termos jogado aqui na Alemanha e vencido, apesar do fato de haver 60 mil torcedores contra nós. Isso mostra o verdadeiro caráter de meu time, que jogou com confiança e manteve muito bem a posse de bola. Estou satisfeito e tenho certeza de que todos os torcedores italianos também estão contentes”, afirmou o treinador.
Sobre a decisão de trocar Perrota por Del Piero já no tempo extra, Lippi garantiu que a mudança era necessária para alcançar a vitória. “Era óbvio que o final da prorrogação seria decisivo, e foi por isso que coloquei outro atacante. Estou satisfeito, porque Alessandro del Piero foi um dos jogadores que ajudaram a virar o jogo a nosso favor. Contudo, ainda não acabou. Agora veremos quem vamos pegar na final, mas enfrentaremos quem quer que seja, não temos nenhuma preferência”, resumiu Lippi.
Buffon se diz aliviado com vaga na final
Destaque na partida e na Copa do Mundo, o goleiro italiano Buffon afirmou que se o jogo fosse para os pênaltis, a equipe de seu país perderia. “Foi fenomenal termos marcado o primeiro gol aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, porque nos pênaltis a Itália certamente perderia”, disse o goleiro.
Questionado se o jogo foi vencido pelo melhor goleiro, Buffon comentou que a seleção de Klinsmann encarou a melhor defesa do Mundial. Disse ainda que esperava uma resistência maior da equipe alemã. “A partida não foi tão difícil quanto imaginávamos, pois jogamos contra uma seleção muito forte e na casa deles”, afirmou o jogador.
Festa italiana se estendeu por 24 horas
A quarta-feira foi de festa na concentração italiana. Não só pela classificação para a final da Copa do Mundo, mas porque o centroavante Alberto Gilardino comemora 24 anos. Ele nasceu exatamente no dia em que Paolo Rossi fez os três que eliminaram o Brasil da Copa do Mundo de 1982, na Espanha.
Como todos os jogadores da Itália, ele está de folga nesta quarta. Haverá um bolo depois do jantar para comemorar a data. Gilardino fez um gol na Copa, no jogo contra os Estados Unidos.
Diante da Alemanha, entrou no segundo tempo no lugar de Toni e foi muito bem na prorrogação - mandou uma bola na trave e fez a jogada do gol de Del Piero. Ele tem esperança de ser titular na final.
Imprensa mundial destaca vitória italiana
A imprensa ao redor do mundo destacou, a maneira como a seleção italiana bateu a Alemanha. Os sites de grandes jornais internacionais trouxeram o triunfo italiano, nos últimos minutos da prorrogação, sobre os alemães, donos da casa.
O italiano “Corriere della Sera” mostrava na capa “Itália nas finais, Alemanha derrotada por 2 a 0. Lippi: ‘Estes jogadores são especiais’” e destacava os gols de Fabio Grosso e Del Piero. O Gazzetta dello Sport comemorava com a manchete “Italia Gran Finale”, exaltando o resultado obtido no fim da partida e a chegada da equipe às finais da Copa do Mundo.
É TETRA! - "Azzurra" vibra com a conquista de mais um título mundial
AGUARDANDO - O jogador Márcio Santos precisou adiar cirurgia no joelho
O ELEITO - Boa atuação no Mundial garantiu contrato de Podolski
SOLITÁRIO - Domenech sempre acreditou no potencial de sua seleção