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Copa 2006 - Sozinho em sua fé

Tribuna do Norte

Para o técnico da seleção da França, Raymond Domenech, seu time chegar à final da Copa do Mundo da Alemanha não era algo esperado pela maioria das pessoas, mas não para ele.   - Chegar a final não era obvio para todo mundo, mas para mim era. Alguém tinha que acreditar que nós podíamos. Esse é o meu trabalho, sou pago para isso - afirmou o contestado treinador.   Ele também falou que seu desempenho neste Mundial não é uma resposta para a imprensa francesa, que o perseguiu desde que assumiu o cargo em 2004, após a eliminação do país na Europa deste anos.   - Não será uma revanche. Entendo quem pense assim, ainda mais nos últimos dois anos. Mas eu estou apenas pensando no que é melhor para o time - disse o técnico.   Domenech terminou falando sobre o jogadores veteranos de sua seleção que vão abandonar o futebol após o Mundial da Alemanha, como é o caso de Zidane e Thuram.   - O que os jogadores mais velhos estão nos mostrando é a sua mentalidade vencedora, sua calma para fazer algo muito bem quando todo mundo diz que você não pode - concluiu o treinador.

Equipes não farão reconhecimento

Os finalistas da Copa do Mundo não irão treinar no Estádio Olímpico de Berlim. Além de a pratica não estar prevista na programação da Fifa, as chuvas que caíram nos últimos dois dias prejudicaram o gramado que servirá de palco para a decisão entre Itália e França, no próximo domingo e precisa de pelo menos dois dias para que a drenagem tenha efeito prático. Nenhuma das duas seleções jogou na capital alemã neste Mundial.

Apesar disto, as seleções finalistas da Copa do Mundo irão treinar na véspera do jogo decisivo, no mesmo dia em que viajam para Berlim. A seleção da Itália fica em Duisburgo, onde treina pela manhã, faz uma conferência de imprensa, à tarde, e viaja para a capital alemã, na noite de sábado.

A seleção francesa viaja de avião, de Hannover para Berlim, no início da tarde. À noite, no Friedrich Jahn-Stadium, a França faz um treino aberto à imprensa por 15 minutos, para gravação de imagens.

O Estádio Olímpico de Berlim já recebeu cinco jogos nesta Copa, quatro pela primeira fase - Brasil 1 x 0 Croácia, Suécia 1 x 0 Paraguai, Equador 0 x 3 Alemanha e Ucrânia 1 x 0 Tunísia - e a partida entre Alemanha e Argentina, pelas quartas-de-final, que teve vitória alemã nos pênaltis depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal.

Apesar das chuvas que vêm caindo na região de ontem para hoje, a previsão do tempo assegura tempo bom na hora da grande decisão.

A esquadra azurra vai jogar completa

Duisburgo, Alemanha (AE) - Em 28 partidas como técnico da Itália desde 8 de agosto de 2004, Marcello Lippi nunca repetiu uma escalação. Mas, se não houver um problema de última hora, essa escrita será quebrada domingo contra a França, no 29 º e mais importante jogo da Azzurra sob o seu comando. A atuação contra a Alemanha na semifinal o convenceu de finalmente ter encontrado a formação ideal.

A chance de uma mudança no time terminou quinta-feira, quando o médico Enrico Castelacci comunicou que o zagueiro Nesta havia tido uma recaída da lesão muscular na coxa direita que sofreu logo no início da partida contra a República Checa, na última rodada da primeira fase, e estava vetado para a final. Sem o zagueiro do Milan, Materazzi voltará a formar dupla com Cannavaro. Os outros nove que entrarão em campo no Estádio Olímpico de Berlim são Buffon, Zambrotta, Grosso, Camoranesi, Gattuso, Pirlo, Perrotta, Totti e Toni.

Aos que esperavam uma chance para Del Piero ou Gilardino, que entraram bem e foram decisivos na vitória sobre os alemães, Lippi deixou vazar que os guardará para o momento oportuno. No esquema que utilizou contra Ucrânia e Alemanha, com quatro no meio-de-campo, Totti na ligação e um homem de referência na frente, ele considera que Toni é o atacante ideal por ser alto, corpulento e desgastar os zagueiros com suas trombadas. Gilardino e Del Piero, mais leves e velozes, são trunfos para quando a defesa francesa começar a dar sinais de cansaço. Camoranesi, que no Mundial não rendeu o que costuma render na Juventus, tem presença assegurada.Como a Itália chegou à final sempre com pelo menos uma alteração no time de um jogo para o outro, alguns jornalistas que antes criticavam o treinador por nunca manter uma formação, agora, por superstição, acham que ele deveria fazer pelo menos uma mudança para “não dar azar”.


  • Celso Junior/AE Celso Junior/AE

    É TETRA! - "Azzurra" vibra com a conquista de mais um título mundial

  • Emanuel Amaral Emanuel Amaral

    AGUARDANDO - O jogador Márcio Santos precisou adiar cirurgia no joelho

  • Marcus Brandt/AFP/AE Marcus Brandt/AFP/AE

    O ELEITO - Boa atuação no Mundial garantiu contrato de Podolski

  • Celso Junior/AE Celso Junior/AE

    SOLITÁRIO - Domenech sempre acreditou no potencial de sua seleção

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