O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Afonso de Ligório, avaliou que as provas apresentadas pelo Ministério Público no processo da Operação Impacto os depoimentos dos réus, concluído hoje, evidencia a culpa dos envolvidos.
“Os interrogatórios demonstraram a força das provas apresentadas pelo Ministério Público. Verificamos várias contradições, versões desencontradas e inverossímeis por parte dos réus, que numa análise técnica deixa eles numa situação delicada”, analisou o promotor.
Hoje, os dois últimos acusados, João Francisco Garcia Hernandez e o empresário Ricardo Abreu, se submeteram a interrogatório na 4ª vara Criminal de Natal.
Segundo a acusação do MP, Ricardo Abreu teria emitido dois cheques para pagar propinas aos vereadores durante a votação das emendas ao Plano Diretor de Natal. O empresário alega que esses cheques seriam fruto de uma transação de compra e venda de imóveis e não para pagar nenhum esquema ilícito. Mas para os Promotores de Justiça essa transação “é fictícia; feita só para tentar dissimular o pagamento da propina”.
“A sociedade pode ficar tranqüila que o Ministério Público está fazendo seu trabalho de forma técnica, séria e consistente. Não estamos fazendo jogo de cena”, esclarecem os membros do Ministério Público, demonstrando a confiança no desenrolar do processo.